RINGO NO BRASIL

Beatle volta ao Brasil em 2015 para duas apresentações

ROCKSHOW

16 Cinemas do Brasil exibirão show histórico de Paul McCartney and Wings.

A HARD DAY'S NIGHT

Conheça um pouco mais sobre o álbum.

Beatlemaníacas

Até que ponto podemos considerar as músicas machistas?

Ringo Starr: sortudo ou gênio incompreendido?

O Beatle que mudou o conceito do seu instrumento em "Rain", "Tomorow Never Knows" e estrela dos Beatlemovies.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

The Beatles e o machismo


Quando decidi que iria escrever esse texto, obviamente, minha primeira reação foi pesquisar - ver se alguém já tinha escrito alguma coisa sobre isso e tudo. Fiz isso porque passei os últimos anos achando que os Beatles não tinham letras machistas. Ao ler esse texto, de autoria de Kori Ramos, percebi que eu estava sendo meio ingênua.
E quando digo "meio", não estou tentando me enganar. Faço várias ressalvas às observações que a autora propôs em sua redação, mas tenho de dizer que 1. eu também crio uma áurea de perfeição ao redor da banda e 2. eu não acho que parar de ouvir ou boicotar se aplique. Tem muita gente que faz isso, e é super válido não escutar uma música ou uma banda que vai contra os seus princípios. No final do texto, explico melhor o por que de eu achar que não se aplica.
Bom.
Descobri meu feminismo há um pouco mais de um ano e, desde então, venho exercendo-o normalmente - e, com normalmente quero dizer que exijo igualdade de gênero. Apenas. Não faço piadas e afirmações sexistas e estúpidas e as chamo de feministas. Para entender o que estou falando, sugiro que você visite esse Tumblr aqui.
Quando eu afirmava que os Beatles não eram machistas, logicamente, eu estava fazendo não uma análise das letras sozinha, mas sim dos compositores, do senso de humor de cada um, do contexto histórico e, estava, óbvio, parcialmente cegada pelo minha beatlemania.
Enfim. A autora do texto Beatles e o machismo cita várias músicas de letras que podem ser, sim, consideradas machistas. E ainda por cima muito machistas.
Mas vejam bem.


Para ser sincera, eu sempre achei essa música tão, mas tão surreal, que não levava a sério. A letra é assustadora, ameaçadora e controladora pra caramba, e o próprio John Lennon já declarou que se arrependeu de ter composto essa música. O problema é que eu não ache que essa letra fale sobre discriminação da mulher: ela fala de uma relação doentia entre um casal, sobre um cara extremamente ciumento que ameaça matar a namorada (ex?) se a vir com outro. Mas isso se aplica para ambos os sexos: uma mulher também pode ser doentia e controladora a respeito de um homem e ameaçar matá-lo se o vir com outra, ter pensamentos cruéis e possessivos a respeito de outra pessoa. Isso é um distúrbio mental, gente, é ciúme patológico. A música é doentia, mas chega a ser sexista? Não. A situação da letra é um cara doente infernizando a vida de uma mulher. Você poderia se alongar na interpretação da música e dizer que o homem só trata sua namorada desse jeito porque ela é mulher, e que isso é preconceito de gênero, mas nesse caso você está interpretando algo que não está escrito - existem várias formas de interpretar um texto de forma errada, e essa é uma delas. Poderia também ser uma mulher doente infernizando a vida de um homem.  É a mesma coisa de Every Breath You Take - poderia ser um homem cantando para uma mulher (como é o caso) ou uma mulher cantando para um homem. É uma música sinistra, stalker pra caralho, mas não se caracteriza como discriminação de gênero.
Prova do meu argumento: cover da Nancy Sinatra para Run For Your Life, onde ela inverte os gêneros na letra. E a música continua sendo sinistra.


Eu não consigo ver machismo nenhum nessa música. Mesmo. Acho que, nesse caso, é interpretar algo que não está escrito. O texto fala que o homem trabalha para comprar coisas para a mulher, que ele fica cansado e que quando ele chega em casa ele se sente bem porque a mulher faz coisas para ele. Em momento nenhum você poderia pensar que existe uma relação de interesse, porque isso não é dito nem insinuado. Inclusive penso justamente o contrário, que se ele se sente bem e acha que não deveria se lamentar pelo seu cansaço, a relação deles deve ser boa, ué. Não fala que ela casou com ele para ganhar coisas, não fala que ele pede que ela não trabalhe e fique em casa, não fala que os dois se odeiam e só fazem isso por troca de favores. Fim.


Mesma linha de argumento de Run For Your Life. O cara diz que a menina não pode falar com outros homens porque ele é ciumento, não porque ela é mulher. E o ciúme ainda é de um homem específico ("se eu te pegar falando com esse menino de novo", etc) e do jeito que ela fala com ele. É uma música sobre ciúmes, não sobre machismo. E a análise da letra dá a entender algo mais na linha de "parece que você flerta com ele, todos os meus amigos ririam de mim e eu ficaria constrangido. Por favor pare de falar com ele se não eu vou terminar com você, porque filha, não dou conta" do que "você não pode falar com nenhum homem porque você é minha propriedade". E, assim como em Run For Your Life, também acho que essa música poderia ser cantada por uma mulher para um homem.
Por favor, leiam a tradução que eu disponibilizei para entenderem meu ponto de vista. :)


I'll Cry Instead é mais complicada de analisar. Fala sobre um homem que levou um fora de sua namorada e está magoadíssimo. A música fala sobre vingança - ele diz que quer tentar deixar sua ex-namorada triste e que vai sair por aí partindo corações para mostrar que ele também pode ser mau. Meu argumento aqui é que você pode partir corações de muitas formas sem ser machista. Não necessariamente ele vai usar uma das ditas menininhas apenas para sexo, objetificando-a, e depois largar. E não necessariamente ele deixará de fazer isso: não podemos inferir nenhuma das duas coisas porque a letra não dá essas informações.
Partir corações não é bonito, mas acontece. Planejar isso também não é bonito, mas é um sentimento natural: quando passamos por um término, podemos ter pensamentos ruins e necessidade do sentimento de vingança. Mas isso passa com um tempo. A infelicidade é que o mocinho escolheu um jeito duvidoso de aplicar sua vingança (apesar de que a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena, etc).


"Eu era cruel com minha mulher e bati nela
E a mantive longe das coisas que ela amava
Cara, eu era mau mas estou mudando minha cena
E eu estou fazendo o melhor que eu posso"


Getting Better é uma ironia! É uma crítica a esse tipo de comportamento!


Então, esse é o meu ponto de vista a respeito das músicas que a Kori Ramos criticou. Podem existir outras letras dos Beatles que se referem a comportamentos possivelmente machistas, e eu posso refutar as que me pedirem.
Não acho que faça sentido boicotar os Beatles ou parar de ouvi-los porque acho que o papel social deles como banda e como indivíduos, inclusive na luta feminista, teve um saldo mais positivo do que negativo. São quase trezentas músicas. Eu citei apenas cinco e que têm milhares de interpretações, como vocês podem perceber comparando meu texto e o da Kori.
Mesmo que o John Lennon batesse na primeira mulher, a Cynthia, ele tinha um comportamento agressivo com todos (vulgo as especulações sobre se não foi um golpe dele que matou o Stuart Sutcliffe) e mudou muito depois de conhecer a Yoko. A evolução dele é gigantesca e pode ser percebida de milhares de formas.
Como os outros Beatles não parecem estar tão envolvidos em polêmicas pessoais quanto o John, termino o texto com Blackbird, uma música completamente diferente das citadas acima:

Blackbird (Álbum Branco, 1968) foi composta pelo Paul e creditada (como sempre) a Lennon/McCartney. Fala metaforicamente sobre conflitos raciais nos Estados Unidos. O pássaro preto representa a mulher negra, e a letra da música simboliza um apoio para as mulheres negras na época. :)



Por Beatriz Roedel
17 anos, e a mais nova colaboradora do The Beatles is Life.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Beatles é vida


Mas o que exatamente significa isso? O que é ser beatlemaníaco?


É gostar de Beatles a ponto de saber que, independentemente do que aconteça e do quanto você mude, as músicas ainda vão fazer sentido e te acalentar. É acordar todos os dias pela manhã com Helter Skelter tocando no seu despertador e ainda achar que é sua música favorita de todos os tempos. É passar anos decidindo qual música ou desenho dos Beatles você vai tatuar - até que chegue seu aniversário de dezoito anos, você estará lá, em dúvida entre "living is easy with eyes closed" e "Ob-La-Di Ob-La-Da" ou um desenho de quatro silhuetas atravessando uma faixa de pedestres. Ser beatlemaníaco é se apaixonar instantaneamente por qualquer ser humano que saiba tirar uma música deles (qualquer uma; até I Wanna Hold Your Hand) em um violão. É se desesperar de vontade de ir a Liverpool deixar flores brancas no túmulo da Eleanor Rigby e passear na Penny Lane. É temer a morte do Paul todos os dias da sua vida. É pedir apenas presentes dos Beatles de aniversário e depois fazer uma pilha de camisetas, desenhos, quadros e vinis. É chegar em casa com os pés e a garganta doendo depois de um show de uma banda cover dos Beatles. É ficar triste e deprimido e ouvir Hey Jude e sentir o coração e o corpo aquecidos e acalentados.  É rir das piadas do Ringo ou ficar bravo com elas. É revirar os olhos quando alguém diz que os Beatles acabaram só por causa da Yoko. É sonhar em morar debaixo da água, em um submarino amarelo, em meio a um jardim de polvos.


Ser beatlemaníaco é sofrer uma desilusão amorosa e ter certeza que existem pelo menos quatro pessoas no mundo que nunca vão te decepcionar.

Beatriz Roedel, 17 anos e a mais nova colabora do The Beatles Is Life.
Mora em Brasília, mas já foi a Liverpool.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Infância Beatlemaníaca


Crianças são criaturas lindas, maravilhosas e engraçadas. Aprendem as coisas muito rápido, vendo os mais velhos fazerem, escutarem e agirem. Especialmente hoje, no dia das crianças, resolvi fazer esse post especial. Crianças beatlemaniacas são muito mais fofas que crianças normais. Isto se deve a influência que a família dá a ela. Como os Beatles podem influenciar uma criança?


Não nasci beatlemaniaca assim como eu sou hoje. Tive que passar por várias experiências musicais: já gostei de axé, funk, sertanejo, forró, e outros estilos quando eu era criança. Que atire a primeira pedra quem nunca gostou de RBD e essas outras bandinhas que toda criança já gostou. Só me tornei fã de rock quando eu tinha 7 anos e passei a me interessar nas músicas que meu pai escutava e tocava no carro dele. Peguei os CDs dele e passei a escutar com freqüência. Ai foi que eu descobri quanto tempo eu perdia escutando outras bobeiras. Só conheci Beatles de verdade com uns 8 anos, quando eu achei um cd muito lindo na estante: Magical Mystery Tour!! Foi quando eu vi a capa super engraçadinha eu escutei.. E gostei muito! Ai eu peguei os outros CDs e passei a ouvir também, até que chegou um dia que eu já sabia cantar todas as músicas.


Já vi muitas crianças se tornarem fãs de Beatles porque muitas escolas usam as músicas deles para aulas de inglês, assim como muitos cursos de inglês também utilizam Beatles como fontes de material pra áudio, como, por exemplo, o meu curso, que estimula os alunos a escutarem rock, com aulas com músicas de rock, paredes com quadros e pôster de bandas famosas e etc.
Crianças podem muito bem ouvir o que quiserem, pois são livres. Mas é dentro de casa que todo o processo de cultura da criança começa. Já percebi que as maiorias das minhas amigas que gostam de forró, só gostam porque durante a infância dela conviveram em um espaço onde todos escutavam forró. Sabe aquela historia que a criança faz o que vê um adulto fazendo? Nesse nosso caso, a criança escuta o que vê um adulto escutando. Isso não é regra, mas a maioria dos casos que eu conheço é assim. Não é a toa que a gente vê muitos amigos nossos dizerem que vão criar os filhos escutando rock!


Não podemos obrigar a criança a escutar o que a gente quer que ela escute. Ela é livre pra descobrir novas coisas, novos estilos, novos interesses, afinal, é um ser que não tem preocupações com nada. O único caminho é deixá-la descobrir o que é melhor pra ela. Com certeza um dia, seu filho, irmão mais novo ou primo vai ver você ouvindo Beatles e quem sabe, ele vai se interessar tanto que passará a escutar também? Fazer uma criança se tornar beatlemaniaca ou roqueira é a melhor forma de fazê-la crescer saudável. Não podemos obrigar uma criança a escutar rock, mas podemos fazer com que ela cresça e não escute outras baboseiras. Nada é mais gratificante quando você vê uma criança beatlemaniaca passar na rua. O mundo está evoluindo neste sentido. Feliz dia das crianças para as crianças beatlemaniacas desse mundo!!
                                                                                                           
Por @jessicasemler_
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cheiquerobeibe Nau!






"Oi, você gosta de Beatles?"
"Sim"
"Ah! Qual sua música preferida?"
"Help!"
Depois desse diálogo você tem 5 segundos para descobrir o tema da coluna de hoje... Já? Outra dica, pergunte pra alguém qual a música mais legal dos Beatles e a resposta é "aquela que toca nas festas de casamento". Descobriu né? Sim, estamos falando da raça subumana, do protótipo feito de lego de um fã, o famoso, temido e que se alastra mais que micose depois de um dia de banho no Ganges... OS POSERS!
É até legal quando você vai conversar com um desses e comenta que o Paul é canhoto e ele acha que você sabe tudo, diretamente proporcional com a irritação que dá quando você quer discutir algo sobre eles a fundo, de igual pra igual, no mesmo nível de conhecimento-beatle [até desanimo!].
Mas é claro, melhor ter um simpatizante do seu lado do que um pagodeiro, mas a chatisse é quando o "filho-de-um-Chapman" quer dar um de sabe tudo e começa a falar que 'Something' foi uma das melhores composições de LENNON [quando escuto algo do tipo, por 1 segundo peço pra Deus me levar], você respira fundo e corrige o indivíduo ou então seja sutil como eu e deixe-o falando sozinho!
Vou ser sincera, tenho ciúmes dos Beatles, me dá agonia de alguém gostar deles em vão, só porque é maneiro por te deixar com um status 'cult' no facebook [go to hell], gosto de conversar com gente que conhece e sabe o que tá falando, não que eu seja uma pessoa escrota [maybe], mas é que os Beatles não são só uma banda que você é fã, Beatles é um estilo de vida, uma filosofia a seguir, entender e respirar. Então querido, você que se encaixa na posição de 'Fã-Cheiquerobeibe', aprenda mais, leia sobre, quando você entender o motivo do meu ciúme [da minha escrotisse] você já terá mudado de nível [Daí, BeijoMeTwitta!]


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domingo, 18 de setembro de 2011

As várias faces da Beatlemania



Ser Beatlemaniaco não é fácil. Temos que aturar babacas dizendo que é música de velho, que não faz mais sucesso, que é modinha e etc. Bom, as músicas são antigas, mas são tão boas que até hoje em dia, um bebê já ouve dentro da barriga da sua mãe, que embalam corações apaixonados, festas, casamentos e etc. Bom, desconsideremos os posers e vejamos as várias faces da Beatlemania.

Sei que a maioria de vocês possui um Beatle preferido, uma música favorita e claro, razões para isso. Numa enquete no @beatledadepre tirei algumas conclusões e vou comentá-las com o meu ponto de vista. É realmente difícil quando perguntam qual é o meu beatle favorito. Cada Beatle tem um dom, uma qualidade que se difere de um ao outro. Que tal comentarmos sobre cada um?


John Lennon


John Lennon foi sempre um cara muito polêmico. Bonito, talentoso e bom, essas são algumas qualidades para John. Para os fãs, John foi mais que o cara que formou os Beatles, mas foi um defensor da paz. Analisando de forma geral, uma das maiores qualidades do John era sua originalidade. Claro que ele era um pouco maluco da cabeça, mas é um dos maiores gênios da humanidade. John estaria orgulhoso se vivo, vendo o quanto estamos espalhando suas canções, fazendo com que mais pessoas possam ser como ele. Ele foi e é modelo de inspiração. Vejo isso em bandas que se inspiram em suas músicas, em pessoas que usam a armação de óculos igual à dele e como o mundo inteiro sente sua falta, desde aqueles que puderam conhecê-lo até aqueles que nunca o viram.


 Paul McCartney


O queridinho das Beatlemaniacas, aquele que mesmo depois da banda fez mais sucesso e mesmo hoje com uma idade avançada, faz shows e sucesso entre todas as idades. Para a maioria das fãs, ele é o gato! Se John deu a letra da música, foi Paul que deu o ritmo e o som para ela. Um dos melhores baixistas do mundo, Paul cantor, compositor, baixista, guitarrista, pianista, multi-instrumentista, empresário, produtor musical, cinematográfico, ativista dos direitos dos animais britânicos e tudo de bom, mas calma, ele está noivo! Mesmo no show, ele troca de instrumentos, pula pra lá, pra cá, grita sem parar e anima a platéia, e olha que tem muito jovem sedentário apanhando pra ele. Não vamos discordar, a maioria das  músicas de amor foram compostas por Paul e ele como mais ninguém, deu a melodia perfeita. Por isso, amamos o Paul, pelo seu carisma, simpatia e diversão.


 George Harrison


Pacíficio, sereno, calmo, especial, quieto, gênio são características marcantes de George. Assim como alguns fãs consideram, George era o diferencial da banda com sua guitarra que deixava qualquer música perfeita, destacando-a das demais, como em Let it be. Tímido, um grande músico e compositor. Teve que aturar altos e baixos, mas sempre foi aquele de dava o toque especial nas canções. Se John dava a letra, Paul a melodia, George deixava a melodia e a letra especiais e únicas. Compôs pouco comparado aos outros, mas permitiu que suas músicas compostas se tornassem inesquecíveis para todas as gerações que estariam por vir. George foi acima de tudo simples, forte e carismático. Era o ombro amigo pra todas as horas na banda. George é sangue no olho. Suportou o câncer, buscou paz espiritual e sempre defendeu o amor e a paz. Assim como Lennon, George faz muita falta, my sweet lord.


Ringo Starr


Eu poderia ser mais uma que diz que o Ringo era o mais excluído da banda. Em minha opinião, o Ringo era a estrela da banda, fazendo jus ao sobrenome artístico. O solo de bateria de The End, uma batida forte, calma ou rápida é que fazem a diferença numa música. Você pode dominar qualquer instrumento, mas a bateria é difícil, você tem que lidar com o movimento certo. E o Ringo fazia isso com maestria, seja de olhos vendados, de cima pra baixo, de cabeça pra baixo. Sem dúvidas, ele é o maior baterista da face da terra. Beatles só é Beatles, pois Ringo entrou no lugar de Pete e se não fosse o ultimo a entrar, quem sabe, os Beatles não existiram? Foi um dos primeiros bateristas a cantar e tocar ao mesmo tempo. O sorriso inesquecível dele quando tocava. Realmente, Ringo tocava porque gostava lhe dava prazer. Bom, Ringo pouco compôs, mas as músicas que ele deixou são maravilhosas. A bateria inesquecível do Ringo é o que deixa All my loving dançante. A voz calma do Ringo em Act Naturally que a deixa mais animada. Ringo não era muito participativo, mas fez a diferença na banda. E o seu sorriso, inesquecível!


Temos nossos motivos pra gostar mais de um ou de outro apesar dos nossos motivos pessoais, mas cada um será inesquecível. Os Beatles foram mais que uma banda, eram irmãos, amigos, parentes e nossos melhores amigos. Bem aventurado aquele que faz com que esse espírito beatlemaniaco se torne cada vez maior. Se não fosse os quatro garotos mais amados do mundo, talvez não teríamos tantos amigos e nem tantos casais estariam juntos. Daqui pra frente, vamos espalhar o que John, Paul, George e Ringo nos ensinaram, o verdadeiro rock! De fato, a Beatlemania nunca morrerá. 

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"There are places I remember..."




Você já parou pra pensar que quase tudo no mundo lembra os Beatles?
Toda bendita vez que eu atravesso uma rua na faixa [tá, eu confesso que nem sempre atravesso na faixa, mas minha irresponsabilidade está fora do contexto] tenho vontade de parar no meio e esperar o flash [não que eu já não tenha praticado este ato].
Calcular quanto os Beatles influenciam meu dia-a-dia nenhuma calculadora dá conta, mas tudo que eu vejo automaticamente relaciono à eles, por exemplo: morangos, óculos redondos, meninos com cabelo PENTEADO para baixo [sinta a ênfase no ‘penteado’], ternos pretos, fardas, pimentas, bandeiras da Inglaterra, cavernas, nariz [sou bandida], cítaras e sem contar no frenesi que eu entro quando me deparo com um baixista canhoto! [Pausa pra captar e perceber o nível do meu autismo]
Quando estou vendo um filme e começa um dos hinos [vulgo: música dos Beatles], na trilha sonora [momento que quero beijar o diretor de áudio] vibro com a mesma intensidade como se o casal ‘John e Yoko’ existisse apenas em revistinhas de mangás [sou bandida²].
Enfim, a moral da fábula de hoje é que [a Nathalia tem de ser internada com máxima urgência] para cada lado que você olha, cada rua que atravessa, cada roupa que veste acaba percebendo uma certa essência inglesa [a não ser que você esteja presa num mundo paralelo totalmente diferente.. como Hogwarts.. esquece, Harry Potter também é inglês, desisto!]



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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

E na Passarela...




Hello [Goodbye] Sargentos e Sargentas! Hoje vamos enfatizar um tema bem característico de uma coluna feminina, MODA!

Como pensar em Beatles sem pensar naqueles terninhos pretos abotoados até o pescoço? Clássico! Hoje em dia, nós eternos [e casos perdidos] beatlemaníacos, tentamos mostrar nossa paixão para o mundo de todas as maneiras possíveis, uma delas e a campeã de audiência, são as camisetas fazendo apologia ao quarteto de Liverpool. 

Eu já vi de todos os modelos possíveis e inimagináveis: capas dos discos, fotos clássicas, letras das músicas, só a sombra deles, só o nome do grupo com a famosa fonte de letra, oficiais do time de Liverpool e até mesmo com o símbolo do Cavern Club [que eu estou a muito tempo na saga da procura].
Acampar na fila do show do Paul no RJ me rendeu um desfile particular de modelitos-beatle que faria Clodovil chorar as águas do Rio Mersey, era tanta criatividade , tantos cosplay de John e Paul que por alguns instantes eu achei que tivesse morrido e adentrado ao paraiso [meninos parecidos com o John, meu twitter é @naahcardoso].
Enfim, sem mais delongas [sempre quis escrever essa frase], era tanta mágica que os envolviam que acabaram transpassando isso para as roupas que usaram em cada época. Pode perceber, não é necessário ouvir uma música para saber em que ano eles estão! Bate o olho no John de terno branco e a imaginação já atravessa a Abbey Road, vê-los de jaquetas de couro automaticamente lembra-se das paisagens mundanas de Hamburgo com Astrid Kirchherr por trás dos flashes ou então é só pensar naqueles mesmos terninhos pretos pra rouquidão tão inadvertidamente calculada de 'Twist and Shout' tomar total conta do subconsciente.
Moda não é só o que você veste, é uma essência que une gostos, aproximam pessoas e transformam filosofia em tecido, que misturado com uma pitada liverpooliana, conseguem deixar mulheres e homens vestidos com fardas coloridas sentindo como estivessem trajando roupas de gala [o que não deixa de ser].




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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Eu conheci John Lennon!




O título parece estranho, mas é real!
Levando em consideração de que estamos no Brasil e certos brasileiros possuem uma capacidade genética de "aportuguesar" nomes estrangeiros para abençoar sua prole, sim, eu conheci John Lennon [da Silva Oliveira], um menino de 11 anos [em 2004] que nem sabia direito porque se chamava assim [respira!], enfim, vamos relevar esta história e nos focar em nosso lead da semana: NOMES!
Vai dizer que você, no auge de seu autismo interior, nunca pensou em colocar um dos 4 nomes no seu futuro filho ou então o nome de alguma música e afins? [Não mente, eu sei que já!]. Um amigo meu chegou a me dizer um dia: "Minha filha só não chamará Prudence porque isso é nome de camisinha" [Pausa Dramática].
Outra vez, estava eu me deliciando com as páginas do livro "The Beatles - A Biografia" [A Bíblia do Bob Spitz pros mais chegados] numa manhã de sol à beira-mar e eis que surge das areias uma 'little child' que fica encarando a mim e ao meu livro e se senta ao meu lado! Eu, no ápice de minha educação e sutileza já pensei comigo mesma: "Vem cá, te conheço?", mas o guri foi mais rápido e falou antes de mim: "Meu pai escolheu meu nome por causa desta banda aí, me chamo George Harrison Guitar", foi o suficiente pra eu apertar a criança!
São momentos bacanas quando você encontra alguém com o nome Deles, o problema e a indignação só começa quando você se depara com seres humanos trangênicos chamados: 'Larry B', 'Elton Skelton' ou até mesmo os gêmeos 'Ebony and Ivory' [Lennon respira fundo no além!], tenso né?! Mas se tratando de 'Brazéél', a criatividade é algo que me comove.
Portanto, darlings, se você está pensando em homenagear os Fab4 nomeando seus filhos te darei umas dicas marotas! Coloque Lucy, Júlia, Mary, Jude, Eleanor, Michelle, Rita, Maxwell [é 'from gueto', mas ainda se encaixa na classe dos decentes], Penny [sempre quis me chamar assim] ou até mesmo Martha que você poderá chamá-la de 'my dear' pra toda vida!

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Anos Incríveis...





Quantas vezes você se deparou pensando na frase: “Eu nasci na época errada”? Eu, pelo menos, entro em conflito mental todos os dias da minha humilde existência. É aí que mora a graça da história, chega mais!

Sentir saudades de coisas que você nunca viveu é uma sensação gostosa e ao mesmo tempo desesperadora. Num mundo como o de hoje que você tem que engolir o funk ou aturar o sertanejo, não menosprezando a classe rústica da música, mas colocando-os numa realidade beatlemaníaca [deixando bem claro antes que eu seja laçada pro mármore do inferno por algum peão que caiu aqui de pára-quedas], é doloroso pensar que há 40 anos atrás os jovens ouviam Beatles nas rádios todos os dias e podiam fugir para dias felizes em Woodstock.

Não sei vocês, mas eu já cheguei a abraçar uma menina que eu nunca tinha visto na vida simplesmente porque peguei ela comprando um vinil de “Please Please me” num sebo. Loucura? Talvez, [Certeza!] mas o alívio e a ponta de esperança que nasce quando você sabe que não está sozinha presa num mundo de matrix dos anos 60 é formidável!
Sabe o que é uma delícia? Quando você pergunta pra alguém: “Você gosta de Beatles?” e o leigo responde: “Não, é coisa de velho!”, daí você continua na cautela “já ouviu aquela música de tal filme?” e o fofíssimo responde “Nossa, eu adoro aquela música!” CHECK MATE! Você responde triunfante “É BEATLES!” [tun tun tz]. Sempre quis tirar uma foto da cara dos indivíduos que caem nessa minha singela brincadeirinha!
Portanto meus queridos amigos incompreendidos e autistas da sociedade corrompida pelo século 21, toda vez que bater a “deprê” diante da inveja dos ‘sixty years’, propague os Beatles, faça alguém ouvir ‘A hard days night’ e ter vontade de sair correndo por aí no ritmo da música [sempre me dá essa vontade!] e compreenda o que Bruce Willis sentiu salvando o mundo em Armageddon!

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nova Categoria do TBL, Beatlemaníacas!








Hey Darlings, a partir de hoje o toque feminino atravessa a Abbey! Sou Nathalia Cardoso, 25 anos, beatlemaníaca-cúmulo-fervorosamente-doente e vou tentar passar o que meu coração filtra de tudo que meus olhos enxergam desse fantástico mundo! Com vocês, a nova coluna do TheBeatlesIsLife.. “o lado sensível da Beatlemania”!
Esses dias me perguntaram o porquê da minha paixão por Beatles! Pode parecer uma resposta óbvia e direta, mas tente pensar nos motivos. Minha mente sofreu um colapso momentâneo, as idéias se bagunçaram e eu não sabia como começar a dar uma resposta à altura. Depois, num momento em que minha mente vagou [durante uma aula nada interessante] e quase chegou à Penny Lane, resolvi colocar no papel minha resposta.
Não existe “gostar” de Beatles, o que todos os beatlemaníacos fazem é “sentir” os Beatles. Cada frase, cada música e cada melodia consolidam uma história, um sentimento, uma vida. É um eterno ciclo vicioso, quanto mais você escuta, mais você entende e quanto mais entende, mais se apaixona. Posso dizer que se usarmos todas as canções para uma trilha sonora da nossa vida inteira, todas se encaixam e ainda sobram canções.
Não é apenas música, não é apenas Rock, é filosofia, um movimento que se intercala com uma certa magia que só pode estar presente nas águas do Rio Mersey.
A acidez do John, os solos de George, os falsetes do Paul e o mau-humor-sátiro do Ringo se encaixam como elos de correntes invisíveis dando um tapa na cara do mundo, finalizando inadvertidamente uma fórmula secreta de sucesso espontâneo que muitos [ou todos] tentam copiar até hoje mas dificilmente chegam perto.
Não preciso falar muito mais, depois de uma overdose de pensamentos só resta ressaltar que além de pioneiros com inúmeras novidades para o ramo musical, são os FabFour que possuem a audácia de jogar todo o talento dentro de um submarino e, mesmo estando ‘under the sea’, conseguem manter uma mistura “hetero-homogênea” que deixa qualquer zunido de besouro no ritmo de uma batida perfeita.




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